sábado, 27 de março de 2010

Lições sobre "provocar"...

A Clara já está com 2 anos. É impressionante como ela está falando bem! A gente entende absolutamente tudo! Agora ela começou com a mania de ficar fazendo "fusquinha", provocando a gente. Eu só dou risada...
Hoje, enquanto eu estava passando roupa, ela chegou cantarolando o tradicional "lero lero, lero lero...". Quando eu olhei, ela começou:
- Óla, mamãe, óla aqui... eu peguei a chavi, eu peguei a chavi, lelo, lelo...
Vocês sabem que se a gente der muita bola o negócio vai longe. Então eu desconversei:
- É mesmo? Não faz mal! É só não perder!
E ela, que estava com aquela risadinha que franze o nariz e a testa, comum de menina arteira, ficou com uma cara sem graça.
- Num faz mal, mamãe? Ah! Que pena!
Então ela saiu, guardou a chave na caixinha de madeira e voltou com um livro.
- Óla, mamãe, óla aqui... eu peguei o livo, lelo, lelo...

Lições sobre "preservação do meio ambiente"...

Ser pai (e mãe) não é nada fácil! Além de educar e garantir o bem-estar físico e psicológico dos filhos, ainda temos que incentivá-los a serem autônomos. Acho que essa é a parte mais difícil! Afinal, dar comida na boca faz menos sujeira do que deixar que eles peguem a colher e comam como passarinhos, derrubando as "migalhas". Sem contar que o tempo gasto é infinitamente menor!
Outra batalha travada é para que eles deixem as fraldas. Logo depois começa uma nova luta: para que se limpem ADEQUADAMENTE sozinhos. Essa também é uma tarefa complicada. Primeiro porque o "MÃE, VEM ME LIMPAR!" é um clássico. Em segundo lugar, para nós, pais, é realmente mais cômodo pegar o papel e fazer o trabalho, afinal, se não o fizermos, com certeza teremos que gastar mais tempo esfregando cuecas e calcinhas. Mas não se trata de comodidade e sim de responsabilidade! Então, lá fui eu, às 10 horas da noite de ontem, argumentar com o Miguel quando ele me chamou no banheiro:
- Vai, filho, pega o papel e se limpa.
- Mas mãe, eu não sei me limpar! Minha cueca fica borrada e daí vem um monte de bichinho!
- Miguel, você já não é um bebezinho! Você pode muito bem se limpar sozinho, filho. É só pegar o papel, dar uma dobradinha e passar no bumbum até o papel sair limpinho! Vamos, meu filho, você já fez isso antes.
- Mas é que eu fiz muito coco hoje, mãe!
- Vai, Miguel... a gente vai ficar aqui batendo boca até amanhã... Eu não vou te limpar, meu filho! Você já consegue fazer isso sozinho!
Ele começou a pegar o papel, resmungando. Dobrava, passava no bumbum, dava uma olhada, fazia uma careta, jogava no lixo e pegava outro papel. Fez isso umas 4 vezes.
- Tá acabando, Miguel?
E ele, como sempre com uma resposta na ponta da língua, disse:
- Olha, mãe, eu tô desperdiçando uma árvore inteira! E a culpa é toda sua!
Assumo: no final acabei dando uma ajudinha! Afinal, eu quero que meu filho seja uma criança autônoma, mas não às custas de uma árvore inteira, né...

terça-feira, 16 de março de 2010

6 razões para NÃO ter filhos... (2ª razão)

2ª razão
FILHOS FAZEM BARULHO!
Acredite: depois que você tem filhos, o som do silêncio se torna uma vaga lembrança de um passado remoto! As crianças falam absurdamente e em um volume absurdamente alto - mesmo aquelas que ainda não sabem falar! Quando nascem, elas utilizam um código pré-linguístico, conhecido como CHORO. Até decodificarem esse tipo de linguagem, os pais sentem que deveriam possuir capacidades especiais de adivinhação. Porém, quando finalmente conseguem discernir entre o choro-de-fome, o choro-de-sono e o choro-de-fraldas-sujas, então são obrigados a começar tudo de novo, aprendendo uma nova linguagem, o BALBUCIO. Bem, é necessário frisar que, neste momento, todas as conversas entre adulto e criança são acompanhadas de gestos ridículos e caretas engraçadas, seguidas por fios de baba escorrendo da boquinha dos pequenos depois de uma gargalhada gostosa. Quando crescem um pouco mais, as palavras começam a assumir o sentido de palavras antônimas. A palavra NÃO, por exemplo, assume o significado da palavra SIM. Com isso, outros barulhos são adicionados aos da linguagem verbal, como o som de vasos quebrando, talheres caindo no chão, água escorrendo incessantemente do chuveiro do banheiro, etc. Além disso, amplificadores acoplados à face fazem com que as crianças não precisem sair do lugar para serem atendidas. "MÃE, JÁ ACABEI, VEM ME LIMPAR!!!". Este é apenas um exemplo - na verdade, um dos mais significativos - de como o grito é um recurso absolutamente necessário para a criança. As crianças também são extremamente musicais. Elas ficam fascinadas quando vêm dinossauros, pinguins ou hipopótamos coloridos (como os Backyardigans ou o Barney) cantando músicas com letras que incluem palavras como "Uga, Uga" e "Arrr". Por isso, se você não quer de jeito nenhum mudar seus cristais de lugar e faz questão de ter apenas copos de vidro; se você detesta músicas infantis e não suporta o barulhinho de caixinhas musicais e brinquedos que imitam sons de animais; se você não suporta gritos, riso alto, choro alto, uma manha de vez em quando; se você não está disposto a aprender (pelo menos) mais duas "línguas" - isso sem falar nas gírias que vêm com a entrada na adolescência!!! - e não quer ser incomodado com palavras cujo significado você desconhece; se não suporta ouvir o som da água escorrendo no banheiro e de talheres caindo no chão, então é melhor você NÃO ter filhos. Afinal, criança é sinônimo de vida... e VIDA não combina com silêncio sepulcral!

6 razões para NÃO ter filhos... (2ª razão)

2ª razão
FILHOS FAZEM BARULHO!
Acredite: depois que você tem filhos, o som do silêncio se torna uma vaga lembrança de um passado remoto! As crianças falam absurdamente e em um volume absurdamente alto - mesmo aquelas que ainda não sabem falar! Quando nascem, elas utilizam um código pré-linguístico, conhecido como CHORO. Até decodificarem esse tipo de linguagem, os pais sentem que deveriam possuir capacidades especiais de adivinhação. Porém, quando finalmente conseguem discernir entre o choro-de-fome, o choro-de-sono e o choro-de-fraldas-sujas, então são obrigados a começar tudo de novo, aprendendo uma nova linguagem, o BALBUCIO. Bem, é necessário frisar que, neste momento, todas as conversas entre adulto e criança são acompanhadas de gestos ridículos e caretas engraçadas, seguidas por fios de baba escorrendo da boquinha dos pequenos depois de uma gargalhada gostosa. Quando crescem um pouco mais, as palavras começam a assumir o sentido de palavras antônimas. A palavra NÃO, por exemplo, assume o significado da palavra SIM. Com isso, outros barulhos são adicionados aos da linguagem verbal, como o som de vasos quebrando, talheres caindo no chão, água escorrendo incessantemente do chuveiro do banheiro, etc. Além disso, amplificadores acoplados à face fazem com que as crianças não precisem sair do lugar para serem atendidas. "MÃE, JÁ ACABEI, VEM ME LIMPAR!!!". Este é apenas um exemplo - na verdade, um dos mais significativos - de como o grito é um recurso absolutamente necessário para a criança. As crianças também são extremamente musicais. Elas ficam fascinadas quando vêm dinossauros, pinguins ou hipopótamos coloridos (como os Backyardigans ou o Barney) cantando músicas com letras que incluem palavras como "Uga, Uga" e "Arrr". Por isso, se você não quer de jeito nenhum mudar seus cristais de lugar e faz questão de ter apenas copos de vidro; se você detesta músicas infantis e não suporta o barulhinho de caixinhas musicais e brinquedos que imitam sons de animais; se você não suporta gritos, riso alto, choro alto, uma manha de vez em quando; se você não está disposto a aprender (pelo menos) mais duas "línguas" - isso sem falar nas gírias que vêm com a entrada na adolescência!!! - e não quer ser incomodado com palavras cujo significado você desconhece; se não suporta ouvir o som da água escorrendo no banheiro e de talheres caindo no chão, então é melhor você NÃO ter filhos. Afinal, criança é sinônimo de vida... e VIDA não combina com silêncio sepulcral!

segunda-feira, 15 de março de 2010

6 razões para NÃO ter filhos... (1a razão)

Depois que tive filhos comecei a observar o quanto as nossas atitudes enquanto pais podem beneficiar ou prejudicar a formação das crianças. É impressionante como elas "sugam" aquilo que somos - nossas melhores qualidades e nossos piores defeitos, repetem aquilo que dizemos, copiam aquilo que fazemos, valorizam aquilo que apreciamos e desprezam aquilo que abominamos. Não estou levando em consideração aquelas "birrinhas" que acontecem de vez em quando, prá testar nossos sins e nossos nãos; essas são comuns, fáceis de relevar. Estou falando de formação de caráter, de estrutura profunda do ser. Quantas crianças ainda tão novas e já com problemas nessa área, fruto de atitudes de pais pouco comprometidos com a educação de seus filhos. Crianças egoístas, malvadas, birrentas, preconceituosas, tiranas e intolerantes - assim como os adultos! Eu pergunto: prá que ter filhos se você não vai se divertir com isso, se não vai ser capaz de olhar prá eles com um pouco de complacência, de repreendê-los com doçura, de abrir mão de um pouco do seu mundinho em favor do universo deles?
Motivada por estão questões, compartilho aqui 6 razões para NÃO ter filhos.
1ª razão:
VOCÊ NUNCA MAIS ESTARÁ SOZINHO!
Sim, filhos não te abandonam jamais. Eles gostam MESMO da sua companhia, ainda que você dê a maior bronca e mostre o chinelo. Eles seguem você por toda a casa (inclusive no banheiro quando você quer realmente ficar SOZINHO). Eles não se importam se você já tomou banho àquela hora da noite, se a sua roupa é adequada prá ocasião, se o cabelo está penteado e os dentes escovados; eles te acompanham e estendem a mãozinha enquanto caminham com você pela rua cheia de gente. Eles também não reclamam do seu mau-humor logo de manhã... pelo contrário, fazem questão de te acordar bem cedinho, às vezes de madrugada, só prá estar pertinho de você. Sempre têm um assunto novo prá discutir na hora do almoço ou do jantar, querem ouvir uma nova história antes de dormir, querem ter VOCÊ na reunião de pais - e não a avó, a babá ou qualquer outro adulto prestativo. Eles gostam de ir com você ao supermercado, ao restaurante, ao cinema, ao shopping, à praça...
Por isso, não tenha filhos se você gostar de comer a sós e em silêncio, sem risos ou olhares; se apreciar sair sozinho ou em companhia apenas de adultos e não ter hora prá voltar; se quiser dormir até mais tarde sem interrupções ou tirar aquele cochilo depois do almoço, ou se preferir o som estridente do despertador no lugar de um beijinho molhado de baba; se detestar livros infantis e histórias repetidas; se não tiver paciência para ouvir coisas "tolas" que, no fundo, fazem todo o sentido; se fizer questão absoluta de estar impecável (cabelos, maquiagem, perfume, unhas, depilação e sobrancelhas) a todo instante. Afinal, depois que você tem filhos, ou você aproveita todo o tempo ao lado deles (e se diverte com isso) ou você perde tempo com coisas "mais importantes" - e depois se lamenta por não ter aproveitado o tempo em que eles QUERIAM estar ao seu lado...

6 razões para NÃO ter filhos...

Depois que tive filhos comecei a observar o quanto as nossas atitudes enquanto pais podem beneficiar ou prejudicar a formação das crianças. É impressionante como elas "sugam" aquilo que somos - nossas melhores qualidades e nossos piores defeitos, repetem aquilo que dizemos, copiam aquilo que fazemos, valorizam aquilo que apreciamos e desprezam aquilo que abominamos. Não estou levando em consideração aquelas "birrinhas" que acontecem de vez em quando, prá testar nossos sins e nossos nãos; essas são comuns, fáceis de relevar. Estou falando de formação de caráter, de estrutura profunda do ser. Quantas crianças ainda tão novas e já com problemas nessa área, fruto de atitudes de pais pouco comprometidos com a educação de seus filhos. Crianças egoístas, malvadas, birrentas, preconceituosas, tiranas e intolerantes - assim como os adultos! Eu pergunto: prá que ter filhos se você não vai se divertir com isso, se não vai ser capaz de olhar prá eles com um pouco de complacência, de repreendê-los com doçura, de abrir mão de um pouco do seu mundinho em favor do universo deles?
Motivada por estão questões, compartilho aqui 6 razões para NÃO ter filhos.
1ª razão:
VOCÊ NUNCA MAIS ESTARÁ SOZINHO!
Sim, filhos não te abandonam jamais. Eles gostam MESMO da sua companhia, ainda que você dê a maior bronca e mostre o chinelo. Eles seguem você por toda a casa (inclusive no banheiro quando você quer realmente ficar SOZINHO). Eles não se importam se você já tomou banho àquela hora da noite, se a sua roupa é adequada prá ocasião, se o cabelo está penteado e os dentes escovados; eles te acompanham e estendem a mãozinha enquanto caminham com você pela rua cheia de gente. Eles também não reclamam do seu mau-humor logo de manhã... pelo contrário, fazem questão de te acordar bem cedinho, às vezes de madrugada, só prá estar pertinho de você. Sempre têm um assunto novo prá discutir na hora do almoço ou do jantar, querem ouvir uma nova história antes de dormir, querem ter VOCÊ na reunião de pais - e não a avó, a babá ou qualquer outro adulto prestativo. Eles gostam de ir com você ao supermercado, ao restaurante, ao cinema, ao shopping, à praça...
Por isso, não tenha filhos se você gostar de comer a sós e em silêncio, sem risos ou olhares; se apreciar sair sozinho ou em companhia apenas de adultos e não ter hora prá voltar; se quiser dormir até mais tarde sem interrupções ou tirar aquele cochilo depois do almoço, ou se preferir o som estridente do despertador no lugar de um beijinho molhado de baba; se detestar livros infantis e histórias repetidas; se não tiver paciência para ouvir coisas "tolas" que, no fundo, fazem todo o sentido; se fizer questão absoluta de estar impecável (cabelos, maquiagem, perfume, unhas, depilação e sobrancelhas) a todo instante. Afinal, depois que você tem filhos, ou você aproveita todo o tempo ao lado deles (e se diverte com isso) ou você perde tempo com coisas "mais importantes" - e depois se lamenta por não ter aproveitado o tempo em que eles QUERIAM estar ao seu lado...

sábado, 13 de março de 2010

Lições sobre gramática...

A Clara é uma figura! Ter dois anos e estar começando a aprender a falar já faz com que ela seja hilária (e não apenas no nome), mas além disso ela faz questão de participar das conversas e tecer comentários que arrancam risos sinceros de qualquer um.
Hoje ela estava manhosa, com sono, e choramingava pedindo leite. O Dê gosta de irritar um pouco antes de atender a um pedido:
- O que você quer? Como é que tem que pedir?
Ela deconversou enquanto puxava a sandália do pezinho:
- Tila meu tandália, pai.
O Dê quis corrigir:
- Minha sandália!
E ela, com uma cara séria, perguntou:
- É seu tandália, pai?
Caímos na gargalhada. O Dê ainda tentou se explicar:
- Não, Clara... num é meu sandália, é minha sandália!
A situação só piorou! Ela já estava manhosa de sono, ainda por cima estava tendo que dividir a sandalinha rosa com o pai...
- Num é não, pai! É meu tandália! É meu!
Bom, por fim o Dê acabou indo logo fazer o leite, enquanto dizia:
- Tá, é seu sandália, Clara! É seu e pronto...