Hoje, logo que acordou, a Clara quis fazer uma pegadinha comigo.
- Mãe... adivinha!
- O que, Clara?
- Adivinha, mãe!
- Adivinhar o que, filha?
- Adivinha, mãe! Diz "sim" ou "não"...
Eu olhei prá ela e disse com firmeza:
- Sim!
Ela riu e respondeu:
- Errou! Era "não". Viu como você não adivinha?
É... essa foi difícil! rs
quarta-feira, 25 de julho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
O Sol
Clara, querendo fazer um desenho bem realista:
- Hum, espera aí... quantos pauzinhos tem o sol mesmo?
- Hum, espera aí... quantos pauzinhos tem o sol mesmo?
Neologismos...
Clara, depois me ouvir dizer que o joelho machucado não ia doer no banho:
- Você tá mentirando, mãe!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Lições sobre "faire connaissance"...
Domingo fomos para Ribeirão Bonito, na casa do meu futuro cunhado. A Clara e o Miguel ficaram encantados com o animais de lá, queriam dar manga prá vaca, passar a mão no bezerrinho, brincar com o cachorro... mas não estão tão acostumados com tudo isso - e nem os animais estão acostumados com eles! Não sei quem estava com mais medo, se as crianças ou os animais.
Bem, o Dê pegou a Clara no colo e tentou se aproximar da vaca, sem sucesso. Ela se afastava toda vez que eles davam um passo à frente. A Clara perguntou por que a vaca não deixava ela chegar mais pertinho. O Dê respondeu:
- Ela tem medo porque ainda não te conhece.
A Clara então, inclinando o corpinho para frente, disse para a vaca:
- Oi, eu sou a Clara!
Infelizmente a vaca não respondeu positivamente ao cumprimento. Pelo menos a Clara se apresentou. A vaquinha é não estava de muitos amigos...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Elogie do jeito certo - Marcos Meier
Reproduzo aqui um texto que recebi por email (obrigada, Carlinha!) e que vai de encontro com o que penso sobre educação. Quem quiser, pode acessá-lo no blog do autor.
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante.
Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.
- “Uau, como você é inteligente!”
- “Que esperta que você é!”
- “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!”
- E outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço.
- “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”
- “Menino, que legal ter visto seu esforço!”
- “Uau, que persistência você mostrou.
- “Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”
- E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam.
A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar.
Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis.
As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois, isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.
- “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.
As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois, mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.
Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória.
Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente.
Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seria aprovado e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo.
Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.
Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.
Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um.
É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim.
Isso se faz com elogios, “feedbacks” e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como:
- “Que bom que você o ajudou... Você tem um bom coração”
- “Parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… Você é ético”
- “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… Você é solidária”
- “Isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal... Você é um bom amigo”.
Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los.
Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual:
- “Que linda você é, amor”
- “Acho você muito esperto meu filho”
- “Como você é charmoso”
- “Que cabelo lindo”
- “Seus olhos são tão bonitos”.
Elogios como esses NÃO estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.
Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”.
Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois, cresceram na presença deles.
São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostram vigor, pois, se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
(*) Marcos Meier é mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Língua de criança - 2
Tem coisa mais linda do que ver uma criança manipulando a língua(gem)? Nós, mais ingênuos, ficamos esperando uma respostinha básica e, quando elas abrem a boca, soltam os enunciados mais astutos e mais poéticos - aqueles que despertam em nós o riso e, nos poetas, a inveja!
Hoje, na hora de dormir, a Clara me perguntou:
- Mãe, cadê a minha boneca preferida?
- A Elly? - perguntei, me referindo a uma elefantinha de pelúcia.
- Não, mãe, aquela macia que eu gosto de abraçar prá dormir!
Lembrei da minha empolgação quando fui comprar a Elly para a Clara de presente no dia das crianças. Achei que ela ia amar, ia querer dormir com a pelúcia... que nada! Ela gosta mesmo é de uma bonequinha de pano...
- Você nem liga prá Elly que eu te dei, né Clara? - falei, fazendo uma cara de decepção.
E ela, espertinha, me olhou e, batendo com o dedo indicador na palma da mão e colocando no ouvido, respondeu:
- Ligo sim, olha! Alô! Elly? É a Clara! Vou dormir com minha boneca macia! Beijo-tchau!
E ainda dizem que a gente é que ensina alguma coisa... sorte nossa se conseguirmos aprender com esses pequenos mestres!!!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Língua de criança - 1
Conversa entre a minha amiga Maridelma e seu filho José Henrique:
- José, você é minha vida, meu tudo...
- E você, mamãe, é minha "tuda"...
Coisa mais linda!
- José, você é minha vida, meu tudo...
- E você, mamãe, é minha "tuda"...
Coisa mais linda!
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