segunda-feira, 15 de março de 2010

6 razões para NÃO ter filhos... (1a razão)

Depois que tive filhos comecei a observar o quanto as nossas atitudes enquanto pais podem beneficiar ou prejudicar a formação das crianças. É impressionante como elas "sugam" aquilo que somos - nossas melhores qualidades e nossos piores defeitos, repetem aquilo que dizemos, copiam aquilo que fazemos, valorizam aquilo que apreciamos e desprezam aquilo que abominamos. Não estou levando em consideração aquelas "birrinhas" que acontecem de vez em quando, prá testar nossos sins e nossos nãos; essas são comuns, fáceis de relevar. Estou falando de formação de caráter, de estrutura profunda do ser. Quantas crianças ainda tão novas e já com problemas nessa área, fruto de atitudes de pais pouco comprometidos com a educação de seus filhos. Crianças egoístas, malvadas, birrentas, preconceituosas, tiranas e intolerantes - assim como os adultos! Eu pergunto: prá que ter filhos se você não vai se divertir com isso, se não vai ser capaz de olhar prá eles com um pouco de complacência, de repreendê-los com doçura, de abrir mão de um pouco do seu mundinho em favor do universo deles?
Motivada por estão questões, compartilho aqui 6 razões para NÃO ter filhos.
1ª razão:
VOCÊ NUNCA MAIS ESTARÁ SOZINHO!
Sim, filhos não te abandonam jamais. Eles gostam MESMO da sua companhia, ainda que você dê a maior bronca e mostre o chinelo. Eles seguem você por toda a casa (inclusive no banheiro quando você quer realmente ficar SOZINHO). Eles não se importam se você já tomou banho àquela hora da noite, se a sua roupa é adequada prá ocasião, se o cabelo está penteado e os dentes escovados; eles te acompanham e estendem a mãozinha enquanto caminham com você pela rua cheia de gente. Eles também não reclamam do seu mau-humor logo de manhã... pelo contrário, fazem questão de te acordar bem cedinho, às vezes de madrugada, só prá estar pertinho de você. Sempre têm um assunto novo prá discutir na hora do almoço ou do jantar, querem ouvir uma nova história antes de dormir, querem ter VOCÊ na reunião de pais - e não a avó, a babá ou qualquer outro adulto prestativo. Eles gostam de ir com você ao supermercado, ao restaurante, ao cinema, ao shopping, à praça...
Por isso, não tenha filhos se você gostar de comer a sós e em silêncio, sem risos ou olhares; se apreciar sair sozinho ou em companhia apenas de adultos e não ter hora prá voltar; se quiser dormir até mais tarde sem interrupções ou tirar aquele cochilo depois do almoço, ou se preferir o som estridente do despertador no lugar de um beijinho molhado de baba; se detestar livros infantis e histórias repetidas; se não tiver paciência para ouvir coisas "tolas" que, no fundo, fazem todo o sentido; se fizer questão absoluta de estar impecável (cabelos, maquiagem, perfume, unhas, depilação e sobrancelhas) a todo instante. Afinal, depois que você tem filhos, ou você aproveita todo o tempo ao lado deles (e se diverte com isso) ou você perde tempo com coisas "mais importantes" - e depois se lamenta por não ter aproveitado o tempo em que eles QUERIAM estar ao seu lado...

6 razões para NÃO ter filhos...

Depois que tive filhos comecei a observar o quanto as nossas atitudes enquanto pais podem beneficiar ou prejudicar a formação das crianças. É impressionante como elas "sugam" aquilo que somos - nossas melhores qualidades e nossos piores defeitos, repetem aquilo que dizemos, copiam aquilo que fazemos, valorizam aquilo que apreciamos e desprezam aquilo que abominamos. Não estou levando em consideração aquelas "birrinhas" que acontecem de vez em quando, prá testar nossos sins e nossos nãos; essas são comuns, fáceis de relevar. Estou falando de formação de caráter, de estrutura profunda do ser. Quantas crianças ainda tão novas e já com problemas nessa área, fruto de atitudes de pais pouco comprometidos com a educação de seus filhos. Crianças egoístas, malvadas, birrentas, preconceituosas, tiranas e intolerantes - assim como os adultos! Eu pergunto: prá que ter filhos se você não vai se divertir com isso, se não vai ser capaz de olhar prá eles com um pouco de complacência, de repreendê-los com doçura, de abrir mão de um pouco do seu mundinho em favor do universo deles?
Motivada por estão questões, compartilho aqui 6 razões para NÃO ter filhos.
1ª razão:
VOCÊ NUNCA MAIS ESTARÁ SOZINHO!
Sim, filhos não te abandonam jamais. Eles gostam MESMO da sua companhia, ainda que você dê a maior bronca e mostre o chinelo. Eles seguem você por toda a casa (inclusive no banheiro quando você quer realmente ficar SOZINHO). Eles não se importam se você já tomou banho àquela hora da noite, se a sua roupa é adequada prá ocasião, se o cabelo está penteado e os dentes escovados; eles te acompanham e estendem a mãozinha enquanto caminham com você pela rua cheia de gente. Eles também não reclamam do seu mau-humor logo de manhã... pelo contrário, fazem questão de te acordar bem cedinho, às vezes de madrugada, só prá estar pertinho de você. Sempre têm um assunto novo prá discutir na hora do almoço ou do jantar, querem ouvir uma nova história antes de dormir, querem ter VOCÊ na reunião de pais - e não a avó, a babá ou qualquer outro adulto prestativo. Eles gostam de ir com você ao supermercado, ao restaurante, ao cinema, ao shopping, à praça...
Por isso, não tenha filhos se você gostar de comer a sós e em silêncio, sem risos ou olhares; se apreciar sair sozinho ou em companhia apenas de adultos e não ter hora prá voltar; se quiser dormir até mais tarde sem interrupções ou tirar aquele cochilo depois do almoço, ou se preferir o som estridente do despertador no lugar de um beijinho molhado de baba; se detestar livros infantis e histórias repetidas; se não tiver paciência para ouvir coisas "tolas" que, no fundo, fazem todo o sentido; se fizer questão absoluta de estar impecável (cabelos, maquiagem, perfume, unhas, depilação e sobrancelhas) a todo instante. Afinal, depois que você tem filhos, ou você aproveita todo o tempo ao lado deles (e se diverte com isso) ou você perde tempo com coisas "mais importantes" - e depois se lamenta por não ter aproveitado o tempo em que eles QUERIAM estar ao seu lado...

sábado, 13 de março de 2010

Lições sobre gramática...

A Clara é uma figura! Ter dois anos e estar começando a aprender a falar já faz com que ela seja hilária (e não apenas no nome), mas além disso ela faz questão de participar das conversas e tecer comentários que arrancam risos sinceros de qualquer um.
Hoje ela estava manhosa, com sono, e choramingava pedindo leite. O Dê gosta de irritar um pouco antes de atender a um pedido:
- O que você quer? Como é que tem que pedir?
Ela deconversou enquanto puxava a sandália do pezinho:
- Tila meu tandália, pai.
O Dê quis corrigir:
- Minha sandália!
E ela, com uma cara séria, perguntou:
- É seu tandália, pai?
Caímos na gargalhada. O Dê ainda tentou se explicar:
- Não, Clara... num é meu sandália, é minha sandália!
A situação só piorou! Ela já estava manhosa de sono, ainda por cima estava tendo que dividir a sandalinha rosa com o pai...
- Num é não, pai! É meu tandália! É meu!
Bom, por fim o Dê acabou indo logo fazer o leite, enquanto dizia:
- Tá, é seu sandália, Clara! É seu e pronto...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lições sobre responsabilidade...

Sempre olho a mochila do Miguel prá ver se ele tem tarefa pro dia seguinte. Confesso: prá uma mãe-professora, sou ótima mãe, péssima professora! Tem dias em que passo óleo de peroba na cara e chego na escola do Mi dizendo que não deu tempo de fazer a tarefa porque deixei que ele brincasse um pouco. Sim, eu sei... tarefa é sagrada! Mas, fala a verdade, tem coisa mais chata?!?
Bem, ontem não pude fazer a tarefa com o Miguel - precisei sair e quando cheguei ele já estava dormindo. De manhã coloquei a pastinha com as folhas da tarefa e o estojo com os lápis dentro da mochila. Pedi ao Dê que fizesse a atividade com ele na hora do almoço. Adivinhem? É claro que ele não fez! O Miguel fez sozinho, de qualquer jeito (é claro!), com caneta azul e, prá piorar, a Clara fez uma bela assinatura no meio da folha. Um horror! Dessa vez nem dando duas camadas de óleo de peroba!!! Quando fui deixá-lo na escola, comecei me desculpando e terminei pedindo outra folha de tarefa. "Faço com ele ainda hoje e ele traz amanhã, professora". Tudo combinado...
Combinei também de ir à noite visitar uma amiga. Não nos víamos há algum tempo e as crianças se divertiram brincando juntas. Chegamos tarde - mais de dez horas. Ajudei o Miguel a escovar os dentes (a Clara já estava dormindo), ele tomou um copo de leite e trocou de roupa. Quando ia deitar na cama, ele lembrou:
- Mãe, e a minha tarefa?
- Amanhã a gente faz, filho. Agora tá na hora de dormir.
Ele ficou indignado:
- Mas mãe, você prometeu prá tia que ia fazer hoje comigo...
- Num tem problema, Miguel, a gente faz amanhã na hora do almoço, entrega prá sua professora e pronto. Agora dorme.
- Não, mãe. De jeito nenhum. Tarefa é trabalho. Tem que fazer no mesmo dia. Por acaso você já viu o pai entregar uma etiqueta toda rasgada e borrada depois do dia que ele combinou? Não... ele entrega no mesmo dia, e bonitinha. Porque senão ele não vende mais.
- Eu sei, filho, mas você já viu o seu pai trabalhando às dez horas da noite? Não, não é mesmo?
Ele, então, me olhou com ar de reprovação e concluiu:
- Mãe, que coisa mais feia! Você falou que ia fazer a tarefa hoje comigo! Você mentiu, é?
Golpe baixo!!! Quero saber quem ensinou essa criança a fazer isso!
- Tá bom, meu filho. Mas depois não vai falar que tá com dor no olho, dor na mão...
- Eu aguento, mãe. Eu aguento tudo! Tenho que fazer essa tarefa!
Fizemos a tarefa - tudo no maior capricho. E prá terminar, ele ainda soltou essa.
- Tá vendo, mãe... foi rapidinho. Doeu?
Não, Miguel... não doeu. Ou melhor: doeu... a minha consciência!

sábado, 6 de março de 2010

Lições sobre anatomia...

É engraçado como as crianças criam "jeitos de falar" que, com um pouco de boa vontade e muitos gestos, qualquer um consegue entender. Eu, às vezes, fico pensando que o jeito deles é bem melhor que o nosso...
Hoje fui com o Mi e a Clara ao supermercado. Na saída, cheia de sacolas, escolhi a mais leve pro Miguel ajudar a levar até o carro. No meio do caminho ele deu uma paradinha, fez uma carinha de cansado e apoiou a sacola no chão.
- Vamos, filho... a gente já tá chegando no carro.
- Nossa, mãe! Essa sacola tá tão pesada que tá doendo o joelho do braço.
Eu não entendi a princípio.
- O que tá doendo, meu filho?
- O joelho do braço, mãe.
Ele, então, levantou o bracinho e mostrou o cotovelo.
- Isso não é joelho do braço, Mi. O nome certo é cotovelo.
- Então é o meu cotovelo que tá doendo, mãe.
Só espero que quando estiver com dor no joelho ele não diga que está doendo o "cotovelo da perna"...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Era uma vez...

Era uma vez...
uma noite de sono, bem dormida, com direito a baba no travesseiro, olhos inchados e sonhos coloridos...
uma refeição completa, em silêncio, sem interrupções, sem largar o garfo nem levantar da mesa...
um banho tomado a qualquer hora, demorado, quente, relaxante...
um livro lido inteiro, de uma vez só...
um cochilo no meio da tarde...
a escuridão da noite, sem nenhuma luz acesa, sem nenhum abajour...
Agora o sono é cortado, o almoço é agitado, o banho é rápido, o livro é longo, o cochilo é sonho, a noite é clara...
depois que tive filhos o "era uma vez" se foi...
agora vivo o "felizes para sempre"!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lições sobre sedentarismo...

Hoje combinamos de almoçar na casa do tio Saulo. O Miguel e a Clara fizeram a maior festa, afinal iam, além de visitar os tios, poder aproveitar um pouco a piscina. Primeiro fomos levar o primo Filipe para casa. O Miguel, que já tá ficando viciado em vídeo game, mudou de idéia rapidinho:
- Ah, mãe, acho que não quero ir no tio Saulo não. Quero ir na casa do Filipe jogar vídeo game.
- Imagina, Miguel. Brincar na piscina é muito mais divertido, filho!
Ele fez cara de dó...
- Eu num acho muito divertido não. Prefiro ir jogar vídeo game.
Eu queria convencê-lo a optar pela piscina.
- Mas você ama nadar, filho.
E ele argumentou:
- Mãe, vídeo game é muito melhor. Na piscina a gente num pode fazer nada, tem que ficar ali, parado... Já prá jogar vídeo game a gente faz bastante exercício.
- Que exercício que nada, Miguel!
- Faz sim mãe. Prá jogar vídeogame a gente faz ginástica nos dedos!
Adivinha o que eu fiz? Ri, é claro, e depois desisti do diálogo. "Vídeogame não. É piscina, pronto e acabou." Ainda bem que, por enquanto, eu posso...